Após cassação de Adriana Duch, Generci Neves toma posse como prefeito de Itapeva

Vice assume Prefeitura de Itapeva após cassação de Adriana Duch O então vice-prefeito de Itapeva (SP), Generci Neves (PSD), tomou posse como chefe do Execut...

Após cassação de Adriana Duch, Generci Neves toma posse como prefeito de Itapeva
Após cassação de Adriana Duch, Generci Neves toma posse como prefeito de Itapeva (Foto: Reprodução)

Vice assume Prefeitura de Itapeva após cassação de Adriana Duch O então vice-prefeito de Itapeva (SP), Generci Neves (PSD), tomou posse como chefe do Executivo na manhã desta quinta-feira (23). O político, que assumiu a liderança após a cassação da prefeita Coronel Adriana Duch Machado (MDB), deve seguir no mandato até dezembro de 2028. Duch foi cassada por infrações político-administrativas durante um julgamento na Câmara Municipal. A sessão começou na quarta-feira (22) e terminou somente na madrugada desta quinta, com mais de 10 horas de duração. Ela foi condenada por cinco infrações. Os atos votados (e aprovados) pela Câmara foram: Deixar de pagar emendas impositivas aprovadas pela assembleia no orçamento de 2025; Realizar dispensas de licitações de forma irregular; Utilizar de forma abusiva do instituto de reconhecimento de dívidas; Deixar de cumprir a Lei de Saúde (Lei Municipal n.º 5280/2025); Praticar condutas com desprezo pela legalidade, moralidade administrativa e sistema de freios e contrapesos. Generci Neves é o novo prefeito de Itapeva (SP) Divulgação/Câmara Municipal Conforme a casa legislativa, a decisão não tira os direitos políticos ou tem caráter penal. Ou seja, Adriana não fica inelegível, não perde seus direitos políticos e não será presa. Essa é a segunda vez que Itapeva vive uma interrupção de mandato em quase seis anos. Ainda segundo a Câmara, para que a cassação fosse aprovada, qualquer uma das acusações precisaria somar dez votos favoráveis dos 15 vereadores. Confira abaixo quem votou a favor para cinco: Áurea Rosa (PP); Roberto Comeron (PP); Lucinha Woolck (MDB); Marcelo Poli (PL); Marinho Nishiyama (Novo); Tarzan (PP); Ronaldo Coquinho (PL); Thiago Leitão (PL); Val Santos (PP); Vanderlei Pacheco (Avante). Adriana Duch teve o mandato cassado Reprodução/TSE O vereador Júnior Guari (Republicanos) votou pela cassação em dois quesitos e pela absolvição em três. Os vereadores Gleyce Dornelas (Novo), Júlio Ataíde (PL), Robson Leite (União Brasil) e Margarido (PP) votaram pela absolvição em todos os cinco. A Câmara informou que a ex-prefeita foi absolvida de seis acusações, sendo elas: Utilizar indevidamente recursos da educação para custeio do Tarifa Zero; Locar imóvel para acomodar o programa Bolsa Família e deixar de rescindir o contrato sem utilizar o imóvel; Doar armas da Guarda Civil ao Município de Apiaí sem observar as formalidades legais; Desatender a requerimentos da Câmara Municipal; Deixar de cumprir o Código de Proteção Animal; Dar isenções indevidas de IPTU e TSU a imóveis nos bairros Vila Santa Maria, Vila São Francisco e Vila Presépio. Adriana Duch Machado estava à frente da administração pública do município desde 1º de janeiro de 2025. Ela foi eleita no ano anterior, com 19.956 votos, 41,18% dos votos válidos (dados a todos os candidatos). Relembre o processo Adriana Duch Machado (MDB) estava à frente da administração pública desde 1º de janeiro de 2025 Reprodução/Câmara Municipal de Itapeva O processo iniciou em 2 de fevereiro, quando o plenário da Câmara aprovou a abertura da investigação. Conforme a Câmara Municipal de Itapeva, ao longo da apuração, foram realizadas 16 reuniões, sendo oito ordinárias e oito extraordinárias, e 13 oitivas, incluindo o depoimento da prefeita. A comissão também analisou documentos, encaminhados tanto pela defesa quanto solicitados durante a investigação. Segundo a Câmara, os advogados da prefeita tiveram acesso integral aos trabalhos. O relatório final foi elaborado pelo relator Marinho Nishiyama (Novo), que afastou parte das acusações, mas concluiu pela existência de irregularidades que, em seu entendimento, justificam a cassação do mandato. A vereadora Val Santos (PP) acompanhou o voto do relator. Já o presidente da Comissão Processante, Júlio Ataíde (PL), apresentou voto divergente, por entender que não há provas suficientes para a cassação. Ele defendeu a improcedência da denúncia. Generci deve permanecer no cargo até dezembro de 2028 Divulgação/Câmara Municipal Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM