Diocese afasta padre condenado por abuso sexual de coroinha em Serra Negra
Padre Sidney Wilson Basaglia foi condenado a seis anos de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de violação sexual mediante fraude contra um adole...
Padre Sidney Wilson Basaglia foi condenado a seis anos de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de violação sexual mediante fraude contra um adolescente Diocese de Amparo/Reprodução A Diocese de Amparo (SP) anunciou o afastamento temporário do padre Sidney Wilson Basaglia, após o sacerdote ser condenado pela Justiça por violação sexual mediante fraude contra um adolescente que era coroinha em Serra Negra (SP). A condenação, em primeira instância, é de seis anos de prisão em regime inicial semiaberto. Em nota oficial divulgada na terça-feira (6), o bispo diocesano, Dom Luiz Gonzaga Fechio, informou que a decisão foi tomada para que o padre "se dedique pelo tempo necessário à sua defesa". A defesa do clérigo reafirmou a inocência dele e disse que vai recorrer da condenação. "Agora em Segunda instância, [a Justiça] vai reanalisar as provas que certamente conduzirão à reforma da sentença e sua absovição", disse em nota. Vídeos em alta no g1 Afastamento e condenação No comunicado, a Diocese de Amparo ressaltou que o afastamento "não implica qualquer prejuízo ao pleno exercício de ordens e não diminui ou prejudica a presunção de inocência". A decisão foi tomada pelo bispo após ouvir o Conselho de Presbíteros. A condenação do padre foi divulgada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) no dia 30 de abril. De acordo com a denúncia, os abusos contra a vítima, que tinha 14 anos na época, ocorreram entre 2014 e 2016 nas cidades de Serra Negra e Guarulhos (SP). Relação de confiança Segundo a Promotoria, o padre se aproximou do jovem após convidá-lo para ser coroinha. Ao perceber o interesse do adolescente na vida religiosa, o sacerdote teria usado a posição de autoridade para manipular a vontade do jovem e criar um vínculo de dependência emocional. A acusação aponta que essa proximidade permitiu a repetição dos abusos em locais privados, como a casa paroquial. A sentença afirmou que os atos eram feitos às escondidas e reconheceu o agravante da autoridade do padre sobre o adolescente. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas