Fotógrafo é condenado a pagar R$ 20 mil por vender fotos e vídeos íntimos de modelo sem autorização

Justiça de Ourinhos (SP) condena um fotógrafo a pagar uma indenização de R$ 20 mil por danos morais após ele divulgar e comercializar fotografias íntimas ...

Fotógrafo é condenado a pagar R$ 20 mil por vender fotos e vídeos íntimos de modelo sem autorização
Fotógrafo é condenado a pagar R$ 20 mil por vender fotos e vídeos íntimos de modelo sem autorização (Foto: Reprodução)

Justiça de Ourinhos (SP) condena um fotógrafo a pagar uma indenização de R$ 20 mil por danos morais após ele divulgar e comercializar fotografias íntimas de uma modelo sem autorização. FreePik A Justiça de Ourinhos (SP) condenou um fotógrafo a pagar uma indenização de R$ 20 mil por danos morais após ele divulgar e comercializar fotografias íntimas de uma modelo sem autorização. A decisão, assinada pelo juiz Diego Goulart de Faria na última quinta-feira (7), aponta que o material era vendido em um grupo pago de uma plataforma de mensagens. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp De acordo com o processo, que iniciou em 16 de agosto de 2023, a vítima aceitou uma proposta para realizar um ensaio fotográfico gratuito, destinado exclusivamente à divulgação do trabalho profissional do fotógrafo nas redes sociais, sem qualquer conotação sexual. LEIA TAMBÉM Empresário é condenado por injúria racial após imitar macaco para vizinha no interior de SP Justiça condena homem a indenizar mulher em R$ 20 mil por retirar preservativo sem consentimento durante relação sexual No entanto, durante a sessão, ela relatou ter sido induzida a posar para fotos íntimas sob a promessa de que o material ficaria restrito e não seria comercializado. Veja os vídeos mais acessados no g1 Vídeos em alta no g1 Venda por assinatura Posteriormente, a modelo descobriu que suas fotos e seu nome completo estavam sendo expostos em um grupo privado. As investigações apontaram que o fotógrafo mantinha uma comunidade com mais de mil participantes, que pagavam uma mensalidade de R$ 77,00 para ter acesso aos conteúdos. Na sentença, o magistrado destacou que o fotógrafo obteve "vantagem econômica considerável em decorrência do ato ilícito", explorando a intimidade da vítima em desacordo com o combinado, que previa apenas serviços fotográficos convencionais. Decisão As investigações apontaram que o fotógrafo mantinha uma comunidade com mais de mil participantes, que pagavam uma mensalidade de R$ 77,00 para ter acesso aos conteúdos Victor Lebre/g1 Além da indenização por danos morais, o fotógrafo foi obrigado a remover todas as fotos íntimas da mulher disponibilizadas na internet sob sua responsabilidade. A empresa administradora da plataforma de mensagens também foi citada na decisão e obrigada a excluir os materiais mediante a apresentação das URLs específicas. O aplicativo cumpriu a liminar de remoção do conteúdo apenas em maio de 2024. O juiz fundamentou a decisão com base na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), afirmando que houve "tratamento ilícito de dados pessoais" e violação grave à dignidade e à vida privada da titular. O g1 entrou em contato com a defesa do fotógrafo, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Initial plugin text *Sob a supervisão de Mariana Bonora. Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região