Justiça impõe multa caso dona de casas noturnas mantenha exploração de adolescentes em SP

A sede do MPT, em Campinas Fernando Pacífico / G1 A Justiça do Trabalho determinou que a dona de casas noturnas em Piracicaba (SP) pare de explorar sexualmen...

Justiça impõe multa caso dona de casas noturnas mantenha exploração de adolescentes em SP
Justiça impõe multa caso dona de casas noturnas mantenha exploração de adolescentes em SP (Foto: Reprodução)

A sede do MPT, em Campinas Fernando Pacífico / G1 A Justiça do Trabalho determinou que a dona de casas noturnas em Piracicaba (SP) pare de explorar sexualmente menores de 18 anos. A decisão liminar atende a um pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT) e prevê multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento. A liminar tem efeito imediato e deve ser cumprida assim que a empresária for notificada. Segundo a decisão, a medida tem como objetivo proteger crianças e adolescentes e impedir a exploração de pessoas em situação de vulnerabilidade. O processo corre em segredo de Justiça, informou o MPT. Siga o g1 Piracicaba no Instagram Segundo o MPT, a ação foi baseada em provas compartilhadas de um processo criminal no qual a empresária foi condenada a sete anos e seis meses de prisão em regime semiaberto. De acordo com a investigação, uma adolescente, que hoje tem 17 anos, era incentivada a publicar anúncios em sites de acompanhantes. A apuração também apontou que ela atuava sob a gestão da empresária desde os 15 anos. Na ação, o MPT argumentou que a exploração sexual comercial é uma forma de trabalho ilegal e degradante. “A atividade é classificada entre as piores formas de trabalho infantil, conforme a Lista TIP e os parâmetros da Convenção 182 da Organização Internacional do Trabalho (OIT)”, escreveu o MPT em comunicado à imprensa. O órgão também destacou que a Constituição Federal obriga o Estado e a sociedade a proteger crianças e adolescentes contra qualquer tipo de exploração ou violência. Violência e abuso sexual infantil: saiba como denunciar Danos coletivos Na ação civil pública, o MPT informou que pediu que a proibição seja mantida de forma definitiva. O órgão também solicitou que a empresária seja condenada a pagar R$ 500 mil por danos morais coletivos. Segundo o Ministério Público, o valor busca reparar a violação de direitos fundamentais. Se houver condenação, o dinheiro deverá ser destinado a fundos públicos ou a instituições que atendem crianças e adolescentes vítimas de violência. Infância despedaçada: como curar o trauma do abuso sexual? VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias sobre a região no g1 Piracicaba