MP pede bloqueio de R$ 128 mil de médico suspeito de cobrar por cirurgias gratuitas pelo SUS em Piraju

Hospital de Piraju fica localizado na Rua Sete de Setembro, 818, no Centro Hospital de Piraju/Reprodução O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP...

MP pede bloqueio de R$ 128 mil de médico suspeito de cobrar por cirurgias gratuitas pelo SUS em Piraju
MP pede bloqueio de R$ 128 mil de médico suspeito de cobrar por cirurgias gratuitas pelo SUS em Piraju (Foto: Reprodução)

Hospital de Piraju fica localizado na Rua Sete de Setembro, 818, no Centro Hospital de Piraju/Reprodução O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), por meio da Promotoria de Justiça de Piraju (SP), informou, nesta quarta-feira (19), que denunciou o cirurgião investigado pela suspeita de corrupção e falsidade ideológica. O médico atuava na rede pública de saúde do município. As investigações começaram em outubro do ano passado, envolvendo dois profissionais da unidade hospitalar. Segundo uma das denúncias, um cirurgião e um anestesista cobraram até R$ 10 mil para realizar uma cirurgia que está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp A paciente teria sido informada pelos investigados de que, caso não realizasse o pagamento, o procedimento só seria feito pelo SUS um ano depois, devido à fila de espera. Segundo o MP, durante as investigações, foram identificados cinco pacientes afetados pelo esquema. Os valores exigidos variavam entre R$ 2 mil e R$ 10 mil por procedimento. Agora no g1 Ainda durante as ações, a Promotoria requereu a condenação do médico e a adoção de medidas cautelares de sequestro e arresto de bens, incluindo o bloqueio de ativos financeiros. Segundo o MP, o objetivo é bloquear R$ 128.250,00, valor suficiente para garantir a devolução integral dos R$ 28.250,00 pagos pelas cinco vítimas. O montante também inclui R$ 100 mil destinados a uma eventual indenização por danos morais coletivos, que, segundo o pedido, deverá ser revertida ao hospital do município. LEIA TAMBÉM: Justiça suspende licitação para obra que prevê retirada de 943 árvores em avenida de Rio Preto Delegado alvo de operação contra a venda de informações sigilosas da PF é especialista em segurança de dados Acusado de causar acidente que matou cantor sertanejo vai a júri popular em Mairinque O Ministério Público solicitou também a manutenção da medida cautelar que suspendeu o contrato de prestação de serviços do denunciando, o que impede a atuação dele na rede pública de Piraju. Além disso, as provas devem ser compartilhadas com o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e com a Receita Federal, buscando a apuração de infrações ético-disciplinares e sonegação fiscal. Por fim, o MP também informou que, além das apurações, a Promotoria instaurou um inquérito civil autônomo para apurar a conduta do cirurgião sob a ótica da Lei de Improbidade Administrativa, buscando aplicar sanções civis pelo enriquecimento ilícito às custas do Estado. Em relação aos outros profissionais, sendo um médico anestesista e outro com função reguladora do hospital, o Ministério Público decidiu pelo arquivamento das investigações contra eles. “A quebra de sigilo bancário e os interrogatórios demonstraram que esses profissionais não agiram em conluio com o cirurgião denunciado. Eles desconheciam as tratativas financeiras ilícitas e foram induzidos ao erro ao prestarem seus serviços, acreditando tratar-se de procedimentos regulares”, concluiu. Em nota, a Santa Casa de Piraju informou que possui conhecimento da situação e que não compactua com qualquer cobrança indevida de pacientes por procedimentos realizados por meio do SUS. Além disso, o hospital afirma que está à disposição das autoridades e colabora com os esclarecimentos da investigação, entregando todos os documentos que forem regularmente citados. Ainda conforme a nota, a Santa Casa reforça que os atendimentos e procedimentos disponibilizados pelo SUS são prestados aos pacientes nos termos das normas vigentes, sendo proibida a cobranla particular do paciente. O g1 também solicitou uma nota ao Cremesp, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Relembre o caso No dia 8 de outubro de 2025, foram cumpridos mandados de busca e apreensão no Hospital Municipal, no Centro de Especialidades Médicas e em uma clínica particular. Documentos e aparelhos eletrônicos foram apreendidos e passariam por perícia. Na época, a Justiça havia determinado a suspensão do contrato do cirurgião com a Organização Social Sociedade de Beneficência de Piraju, responsável pela unidade hospitalar. Nas redes sociais, a Sociedade de Beneficência de Piraju, responsável pelo Hospital de Piraju, esclareceu a presença das autoridades e informou o cumprimento de mandado judicial de busca e apreensão de prontuários de pacientes nas dependências do hospital para instrução de processo judicial movido pelo Ministério Público. Esclareceu também que essa ação envolve apenas os prontuários médicos e que colaborou com a entrega da documentação solicitada. Em nota, o MP orientou os pacientes que tenham feito pagamentos aos médicos vinculados ao hospital para realizar procedimentos cirúrgicos custeados pelo SUS a colaborarem com as investigações procurando a Promotoria de Justiça do município, prestando informações que possam auxiliar na apuração dos fatos e na responsabilização dos autores. A denúncia feita pelo Ministério Público aconteceu através da Promotoria de Piraju Prefeitura de Piraju/Divulgação Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM