Prevista para 2027, usina em Americana poderá reciclar até 72 mil toneladas de resíduos de construção por ano
Futura usina em Americana poderá reciclar toneladas de resíduos de construção por ano Uma usina que será construída em Americana (SP), prevista para come...
Futura usina em Americana poderá reciclar toneladas de resíduos de construção por ano Uma usina que será construída em Americana (SP), prevista para começar a funcionar em 2027, poderá reciclar até 72 mil toneladas de resíduos de construção civil por ano. O projeto já tem licença de instalação concedida pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). O empreendimento ficará em um terreno ao lado de um aterro particular, próximo à Represa do Salto Grande, que recebe o lixo coletado pelas prefeituras de Americana, Santa Bárbara d'Oeste (SP) e Hortolândia (SP). ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Segundo a Cetesb, os resíduos, considerados inertes (não se decompõem) e não perigosos, virão de demolições e obras. Após o processo de reciclagem, o material poderá ser reaproveitado no próprio aterro ou em vias e obras, desde que seja utilizado junto a outros componentes. 🧱 O caminho dos resíduos Aterro em Americana atende a cidades da região Grupo Multilixo De acordo com a Unidade de Tratamento e Gestão de Resíduos Sólidos (UTGR) de Americana, que pertence à empresa Multilixo, a usina estará aberta a receber resíduos de qualquer município ou gerador — ainda que o aterro atenda a algumas cidades. O material recebido passará por triagem, com separação de metais que aparecem em meio às estruturas de concreto armado; Esses metais serão levados à indústria siderúrgica para reciclagem; Os demais resíduos inertes, como concreto e tijolos, serão britados. Ou seja, serão transformados em pequenos cascalhos; A brita será peneirada. O resultado é uma "massa" que poderá ser reutilizada na construção civil. 🌳 Diminuição de descartes irregulares e aterramentos Embora a iniciativa em Americana seja encabeçada por uma empresa, esse tipo de usina tem sido incentivado pelo governo federal por conta da necessidade de diminuir descartes irregulares e aterramentos. O Plano Nacional de Resíduos Sólidos, por exemplo, prevê o aumento da reciclagem de resíduos da construção civil para 25% do total gerado. "Esse processo contribui diretamente para a diminuição do volume de resíduos destinados a aterros, além de substituir insumos provenientes de matéria-prima virgem, com redução associada de emissões de gases de efeito estufa e menor pressão sobre jazidas naturais", explicou Fábio Zampirollo, gerente de aterros da Multilixo. Nas regiões de Campinas (SP) e Piracicaba (SP), existe uma usina móvel de resíduos da construção civil disponibilizada às prefeituras que integram o Consórcio Intermunicipal de Manejo de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Campinas (Consimares). A estrutura consiste em um caminhão conjugado a um equipamento móvel, que tritura restos da construção civil. No entanto, ela funciona em sistema de rodízio nas cidades do consórcio, que são: Nova Odessa (SP) Capivari (SP) Elias Fausto (SP) Hortolândia Monte Mor (SP) Santa Bárbara d’Oeste Sumaré (SP) Usina móvel que atende cidades pertencentes ao Consimares Prefeitura de Nova Odessa No caso da usina em Americana, com a licença de instalação concedida em janeiro deste ano, o projeto entrou em fase de estruturação, com detalhamento do cronograma de implantação, além da cotação de equipamentos e definição dos prazos de fornecimento. A expectativa é que a construção seja iniciada neste ano para que, em 2027, seja solicitada à Cetesb a licença de operação — o que permitiria o funcionamento. Em nota, a Prefeitura de Americana informou que a UTGR recebeu parecer favorável para o projeto. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias da região no g1 Campinas